Sara Rêgo
IMG_1815web.jpg

Desde pequena que tenho o sonho de poder continuar a jogar, a brincar e a imaginar. Desde os primeiros anos na escola e dos preciosos tempos livres, dei asas a essa possibilidade. Desenvolvi um interesse e um amor pelas artes visuais, a dança e os animais (passando todos os fins-de-semana em contacto com a natureza no campo Alentejano) que me marcaram e formaram.

Mais tarde, depois de completar três anos de estudos artísticos na escola secundária, decidi estudar Filosofia. Estes estudos fizeram-me perceber que perguntar é já responder. Uma acção fundamental do dia-a-dia porque desvela escolhas, nos dirige a outras acções, à partida, mais pensadas. 

Ao passar seis meses na Hungria, ganhei uma perspectiva nova sobre um problema social central em Portugal: a exclusão das comunidades ciganas. Na continuação desta experiência, completei os estudos em Psicologia Comunitária e trabalhei sobre esta questão durante dois anos em Lisboa. Durante este trabalho revelaram-se várias questões ligadas à comunicação de necessidades entre grupos intrinsecamente diferentes.

Viajei pela Europa, America Central, Estados Unidos e Canadá e o encontro com outras formas de vida, outras formas dadas ao quotidiano de cada lugar, possibilitou uma aprendizagem e um deleite sem igual.

Voltando à Europa, depois de dois anos em viagem, decidi viver em Londres: um centro de forças e contrastes que nunca me deixa quieta.

Agora, com a criação do Atelier Mina, estão reunidas as condições ideais para o sonho inicial tomar forma.

Maria do Mar Rêgo
IMG_1827web.jpg

   Da infância recordo as histórias ouvidas e de saber que ao crescer não queria perder o que tinha imaginado de todas essas histórias. Aos 14 anos estava decidida a ter uma profissão em que os desafios e as soluções fossem uma constante.

 Escolhi a vertente artes no ensino secundário. Posteriormente, estudar Belas Artes em Barcelona e, na continuação, especializar-me em fotografia na École Nationale Supérieure de Photographie foram decisões tomadas inspirada por encontros com pessoas que me continuavam a contar histórias. 

   Depois de anos de formação superior, comecei a trabalhar descobrindo novas tarefas e acumulando várias experiências em multinacionais e start-ups e, posteriormente, no ensino universitário. Fui somando trabalhos e competências. 

 

Este amor pelas artes, especialmente pela fotografia, levou-me a viver quinze anos no estrangeiro e deu-me a confiança e a alegria de ser surpreendida por uma nova descoberta, uma nova perspectiva, a cada momento. 

 

Na soma dos desafios pessoais ultrapassados, através de soluções ouvidas e encontradas, funda-se o atelier Mina, cujo foco é transmitir, a partir de relatos e de imagens, a confiança de que o futuro, ou qualquer gesto a vir, ainda que desconhecido, contém a faculdade de todo o possível e de todo o impossível.